O Jornal de Notícias publica hoje um artigo sobre a investigação que Ana Barbeiro está a fazer sobre os imigrantes portugueses na Suíça.
A estudante portuguesa da Universidade de Lausanne está a concluir uma tese de doutoramento intitulada, "Violências institucionais e percurso de vida. Vivências, representações e atitudes dos portugueses imigrantes na Suíça".
O artigo está a ser alvo de muitas críticas no facebook. A maior parte dos comentários vai no sentido de defender o povo suíço negando que haja qualquer atitude discriminatória em relação aos portugueses.
O texto completo pode ser lido aqui.
Imigrantes discriminados na Suíça
domingo, 31 de maio de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
Espetáculo de música portuguesa em Kriens
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Embaixada de Portugal em Berna precisa de um técnico superior
Está aberto até segunda feira, dia 1 de junho, um concurso externo para admissão de um técnico superior para exercer funções na Embaixada de Portugal em Berna.
O aviso de abertura do concurso e as condições de candidatura podem ser consultadas aqui.
O aviso de abertura do concurso e as condições de candidatura podem ser consultadas aqui.
Festival de folclore em Wetzikon (ZH)
Neste sábado, dia 30, a partir das 19 horas, realiza-se um festival de folclore em Wetzikon, no cantão de Zurique.
Esclarecido o mistério dos buracos no queijo suíço?
O mistério dos buracos no queijo suíço foi finalmente desvendado, após um século de investigação, com a conclusão de que são provocados por pequenas partículas de feno que caem no leite durante a ordenha das vacas.
O anúncio da descoberta foi feito pelas autoridades científicas da Confederação Helvética que se dedicaram ao estudo do fenómeno: os investigadores do Agroscope, o instituto das ciências alimentares, sediado em Berna, associados aos do Laboratório Federal Suíço de Testes de Materiais e Investigação (Empa).
Os famosos "buracos" de queijos como o Emmental e o Appenzell resultam dos gases produzidos pelas partículas de feno durante o processo de fermentação, explicou o Agroscope em comunicado.
O enigma dos buracos no queijo, que "fascinava tanto as crianças quanto os adultos", está por fim resolvido, congratulou-se o Agroscope.
Os "buracos" tendem a desaparecer depois de o leite ter passado a ser extraído por meio de técnicas mais modernas, constataram os investigadores.
"É o desaparecimento do tradicional balde", colocado sob o úbere da vaca, substituído por técnicas mais modernas e mais higiénicas que está na origem do desaparecimento dos buracos, disse um porta-voz do Agroscope citado pela agência de notícias francesa AFP.
Segundo o instituto científico suíço, já em 1917 o norte-americano William Clark publicara um artigo aprofundado sobre a formação dos buracos no Emmental.
Nesse artigo, Clark tentava explicar à luz dos conhecimentos da época o enigma da formação dos buracos no queijo, formulando a hipótese de os buracos resultarem da ação do dióxido de carbono produzido por bactérias.
Depois de Clark, os cientistas que continuaram a interrogar-se sobre a origem desses buracos constataram que os queijos fabricados nos últimos 10 ou 15 anos tinham cada vez menos buracos.
Os investigadores do Agroscope debruçaram-se então sobre a mudança de métodos de ordenha das vacas e a redução de micropartículas de feno e de bactérias no leite.
Para validar a hipótese, observaram a formação dos buracos durante um período de 130 dias, durante o processo de maturação do queijo, utilizando instrumentos como a tomografia axial computorizada (TAC).
"A ordenha tradicional no estábulo com baldes abertos foi substituída nas últimas décadas por sistemas de ordenha fechados", explicou o instituto científico suíço, acrescentando que as novas técnicas "suprimiram totalmente as micropartículas de feno no leite". Em consequência, "há menos 'germes de buracos' no queijo", observou o porta-voz.
"É uma descoberta que foi feita completamente por acidente, como todas as grandes descobertas", concluiu o porta-voz do Agroscope.
Os produtores de queijo sabem agora que, jogando com a dosagem das micropartículas de feno, podem praticamente controlar o número de buracos desejados nos seus queijos.
O queijo é um assunto sério na Suíça, onde a criação de gado bovino é abundante.
Em 2014, o consumo médio anual de queijo por habitante na Suíça foi de 21,3 quilos. Os queijos suíços representaram dois terços deste consumo.
Agência Lusa
O anúncio da descoberta foi feito pelas autoridades científicas da Confederação Helvética que se dedicaram ao estudo do fenómeno: os investigadores do Agroscope, o instituto das ciências alimentares, sediado em Berna, associados aos do Laboratório Federal Suíço de Testes de Materiais e Investigação (Empa).
Os famosos "buracos" de queijos como o Emmental e o Appenzell resultam dos gases produzidos pelas partículas de feno durante o processo de fermentação, explicou o Agroscope em comunicado.
O enigma dos buracos no queijo, que "fascinava tanto as crianças quanto os adultos", está por fim resolvido, congratulou-se o Agroscope.
Os "buracos" tendem a desaparecer depois de o leite ter passado a ser extraído por meio de técnicas mais modernas, constataram os investigadores.
"É o desaparecimento do tradicional balde", colocado sob o úbere da vaca, substituído por técnicas mais modernas e mais higiénicas que está na origem do desaparecimento dos buracos, disse um porta-voz do Agroscope citado pela agência de notícias francesa AFP.
Segundo o instituto científico suíço, já em 1917 o norte-americano William Clark publicara um artigo aprofundado sobre a formação dos buracos no Emmental.
Nesse artigo, Clark tentava explicar à luz dos conhecimentos da época o enigma da formação dos buracos no queijo, formulando a hipótese de os buracos resultarem da ação do dióxido de carbono produzido por bactérias.
Depois de Clark, os cientistas que continuaram a interrogar-se sobre a origem desses buracos constataram que os queijos fabricados nos últimos 10 ou 15 anos tinham cada vez menos buracos.
Os investigadores do Agroscope debruçaram-se então sobre a mudança de métodos de ordenha das vacas e a redução de micropartículas de feno e de bactérias no leite.
Para validar a hipótese, observaram a formação dos buracos durante um período de 130 dias, durante o processo de maturação do queijo, utilizando instrumentos como a tomografia axial computorizada (TAC).
"A ordenha tradicional no estábulo com baldes abertos foi substituída nas últimas décadas por sistemas de ordenha fechados", explicou o instituto científico suíço, acrescentando que as novas técnicas "suprimiram totalmente as micropartículas de feno no leite". Em consequência, "há menos 'germes de buracos' no queijo", observou o porta-voz.
"É uma descoberta que foi feita completamente por acidente, como todas as grandes descobertas", concluiu o porta-voz do Agroscope.
Os produtores de queijo sabem agora que, jogando com a dosagem das micropartículas de feno, podem praticamente controlar o número de buracos desejados nos seus queijos.
O queijo é um assunto sério na Suíça, onde a criação de gado bovino é abundante.
Em 2014, o consumo médio anual de queijo por habitante na Suíça foi de 21,3 quilos. Os queijos suíços representaram dois terços deste consumo.
Agência Lusa
sábado, 23 de maio de 2015
Para os católicos portugueses na Suíça Einsiedeln é o santuário de Fátima
É o maior encontro de estrangeiros que vivem na Suíça e funciona como convívio anual dos imigrantes portugueses.
De todo o país chegam excursões, grupos de motards e famílias em viaturas próprias para um evento onde se mistura fé, convívio e saudade.
Esta é a 24.ª peregrinação em honra de Nossa Senhora de Fátima. As cerimónias começam às 11.45 horas com a procissão. Segue-se a missa no Mosteiro presidida por D. Manuel Linda, Bispo Castrense (forças armadas e segurança).
A tarde é dedicada à animação com a atuação de um grupo de baile e ranchos folclóricos de várias associações portuguesas na Suíça.
Na igreja do mosteiro de Einsiedeln está a imagem da Virgem Negra ou santinha preta como é conhecida.
Um artigo de 2009 sobre a peregrinação a Einsiedeln
Menina que morreu em acidente na Suíça vai a sepultar este domingo em Portugal
A pequena Lara, que morreu num acidente de automóvel na quinta feira dia 21, na região suíça de Engadina, vai a sepultar neste domingo, dia 24, pelas 19 horas, em Dalvares, Lamego.
Lara tinha seis anos e seguia com o pai no automóvel quando se deu o acidente mortal envolvendo outras viaturas ligeiras e um camião. Tudo por causa da neve na estrada.
Entretanto a comunidade portuguesa na região lançou uma campanha de recolha de donativos para ajudar a família Rodrigues, pais da Lara, a levarem o corpo para Portugal, trasladação que custa largos milhares de francos.
Na associação luso Engadina encontra-se uma caixa onde podem ser colocados donativos, Foi criada também uma conta solidária (CH4981144000032053435).
Lara tinha seis anos e seguia com o pai no automóvel quando se deu o acidente mortal envolvendo outras viaturas ligeiras e um camião. Tudo por causa da neve na estrada.
Entretanto a comunidade portuguesa na região lançou uma campanha de recolha de donativos para ajudar a família Rodrigues, pais da Lara, a levarem o corpo para Portugal, trasladação que custa largos milhares de francos.
Na associação luso Engadina encontra-se uma caixa onde podem ser colocados donativos, Foi criada também uma conta solidária (CH4981144000032053435).
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Menina de cinco anos morre em acidente
Pai emigrante na Suíça sobrevive
Uma menina de seis anos perdeu a vida num acidente de automóvel registado na quinta feira, dia 21, ao fim da tarde na estrada entre Brail e Cinuos-Chel, na região de Engadina, na Suíça.
O acidente foi provocado pela neve na estrada e envolveu vários automóveis e um camião.
Lara, assim se chamava a menina, ia com o seu pai na viatura, não resistiu aos graves ferimentos e faleceu no local. O pai ficou ferido mas sem gravidade.
A comunidade portuguesa da região está chocada e tem manifestado a sua solidariedade com os pais (na foto com a menina).
Notícias sobre o acidente
Une fillette de 5 ans perd la vie dans un accident
Fünfjähriges Mädchen bei Cinuos-chel tödlich verletzt
Mädchen (5) stirbt bei Verkehrsunfall
Mädchen (†5) stirbt bei Autounfall
Cinuos-chel: Kind bei Verkehrsunfall tödlich verletzt
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| Foto publicada por Serafim Caetano no facebook |
O acidente foi provocado pela neve na estrada e envolveu vários automóveis e um camião.
Lara, assim se chamava a menina, ia com o seu pai na viatura, não resistiu aos graves ferimentos e faleceu no local. O pai ficou ferido mas sem gravidade.
A comunidade portuguesa da região está chocada e tem manifestado a sua solidariedade com os pais (na foto com a menina).
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| Foto: Police cantonale des Grisons |
Une fillette de 5 ans perd la vie dans un accident
Fünfjähriges Mädchen bei Cinuos-chel tödlich verletzt
Mädchen (5) stirbt bei Verkehrsunfall
Mädchen (†5) stirbt bei Autounfall
Cinuos-chel: Kind bei Verkehrsunfall tödlich verletzt
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Uma campanha chocante 'made in Suíça'
O departamento de polícia de Lausanne, na Suíça, lançou uma campanha chocante de alerta aos peões para a desatenção quando têm os telemóveis na mão. No anúncio vê-se um jovem a enviar mensagens enquanto caminha pela rua até que...
Há quem diga que este tipo de campanhas só resultam se forem assim... chocantes!
Há quem diga que este tipo de campanhas só resultam se forem assim... chocantes!
domingo, 17 de maio de 2015
Emigrar é solução considerada por mais de metade dos jovens portugueses
Mais de 53% dos jovens revelam que estão abertos à possibilidade de vir a trabalhar no estrangeiro no futuro e 16,1% também não descarta a possibilidade, diz um estudo elaborado a pedido da Presidência da República.
O problema do desemprego é um dos temas abordados no estudo, que mostra que a proporção de jovens sem trabalho há mais de um ano é já “muito significativa”. Entre os inquiridos com idades entre os 15 e os 24 anos, 38,2% estão sem emprego há mais de um ano, percentagem que sobe até aos 52% nos chamados ‘jovens adultos’ com idade entre os 25 e os 34 anos. Contudo, nos jovens com escolaridade de nível superior os valores são “inexpressivos”.
Relativamente aos apoios aos desempregados, os jovens entre os 15 e os 24 têm na família a sua principal forma de subsistência, enquanto entre os 25 e os 34 anos o apoio social do Estado e o apoio de familiares está equiparado (um pouco mais de 20%). Quanto às causas do desemprego juvenil, 65% dos inquiridos atribuem essa realidade ao facto de haver cada vez menos empregos para quem está a entrar no mercado de trabalho.
Apesar do estímulo que tem sido dado ao empreendedorismo, apenas 28% da população empregada em Portugal consideraria a hipótese de criar o seu próprio emprego. Nos inquiridos entre os 15 e os 24 anos essa percentagem desce para os 24,3%, subindo para 33,1% nos jovens entre os 25 e os 34 anos e fixando-se nos 32% na faixa etária entre os 35 e os 44 anos.
Nos valores do trabalho, estabilidade e segurança são os fatores considerados mais importantes para todas as idades – mais de 80%. Na faixa etária entre os 15 e os 24 anos o valor é ainda maior, com 83,7%, enquanto nos jovens entre os 25 e os 34 por cento a percentagem é de mais de 85%.
Relativamente às perspectivas de futuro, apenas 21,6% dos portugueses acredita que a situação de crise e de escassez de trabalho virá a resolver-se num futuro próximo.
No capítulo das experiências laborais no estrangeiro, 53,1% dos jovens entre os 15 e os 24 anos declarou considerar trabalhar fora de Portugal, com a União Europeia a ser eleito o destino preferencial por 70% desses jovens, e 16,1% não sabe, mas não exclui a hipótese.
As principais motivações para uma mudança de país são: mais oportunidades de encontrar emprego, melhores condições de trabalho e melhor qualidade de vida no estrangeiro.
O estudo, elaborado por Marina Costa Lobo, Vítor Sérgio Ferreira e Jussara Rowland, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a pedido da Presidência da República, intitula-se “Emprego, Mobilidade, Política e Lazer: situações e atitudes dos jovens portugueses numa perspectiva comparada” e foi ontem, 15, apresentado na Fundação Champalimaud.
O problema do desemprego é um dos temas abordados no estudo, que mostra que a proporção de jovens sem trabalho há mais de um ano é já “muito significativa”. Entre os inquiridos com idades entre os 15 e os 24 anos, 38,2% estão sem emprego há mais de um ano, percentagem que sobe até aos 52% nos chamados ‘jovens adultos’ com idade entre os 25 e os 34 anos. Contudo, nos jovens com escolaridade de nível superior os valores são “inexpressivos”.
Relativamente aos apoios aos desempregados, os jovens entre os 15 e os 24 têm na família a sua principal forma de subsistência, enquanto entre os 25 e os 34 anos o apoio social do Estado e o apoio de familiares está equiparado (um pouco mais de 20%). Quanto às causas do desemprego juvenil, 65% dos inquiridos atribuem essa realidade ao facto de haver cada vez menos empregos para quem está a entrar no mercado de trabalho.
Apesar do estímulo que tem sido dado ao empreendedorismo, apenas 28% da população empregada em Portugal consideraria a hipótese de criar o seu próprio emprego. Nos inquiridos entre os 15 e os 24 anos essa percentagem desce para os 24,3%, subindo para 33,1% nos jovens entre os 25 e os 34 anos e fixando-se nos 32% na faixa etária entre os 35 e os 44 anos.
Nos valores do trabalho, estabilidade e segurança são os fatores considerados mais importantes para todas as idades – mais de 80%. Na faixa etária entre os 15 e os 24 anos o valor é ainda maior, com 83,7%, enquanto nos jovens entre os 25 e os 34 por cento a percentagem é de mais de 85%.
Relativamente às perspectivas de futuro, apenas 21,6% dos portugueses acredita que a situação de crise e de escassez de trabalho virá a resolver-se num futuro próximo.
No capítulo das experiências laborais no estrangeiro, 53,1% dos jovens entre os 15 e os 24 anos declarou considerar trabalhar fora de Portugal, com a União Europeia a ser eleito o destino preferencial por 70% desses jovens, e 16,1% não sabe, mas não exclui a hipótese.
As principais motivações para uma mudança de país são: mais oportunidades de encontrar emprego, melhores condições de trabalho e melhor qualidade de vida no estrangeiro.
O estudo, elaborado por Marina Costa Lobo, Vítor Sérgio Ferreira e Jussara Rowland, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a pedido da Presidência da República, intitula-se “Emprego, Mobilidade, Política e Lazer: situações e atitudes dos jovens portugueses numa perspectiva comparada” e foi ontem, 15, apresentado na Fundação Champalimaud.
Fonte: Agência Lusa
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